O aviso da parábola das bodas

04/11/2015 22:53
                       
O verdadeiro evangelista não pode apenas pregar sobre as partes do evangelho que todos gostam de ouvir.
Infelizmente o conflito no qual todo ser humano está envolvido é muito sério e ao longo dos séculos tem sido muito o sofrimento, dor e morte causados pelas más escolhas humanas. Deus é Amor, mas é também Justiça e se o homem neste mundo torce a justiça para o lado dos fortes e poderosos, no mundo espiritual podem ter a certeza que isso não se passará. Sendo assim os ímpios hipócritas não arrependidos terão a justiça que merecem com efeitos permanentes e por diversas vezes a Bíblia nos alerta para esta realidade.
Esta introdução serve de apoio à apresentação da parábola das bodas que foi contada por Jesus no templo de Israel logo após ter tido um aceso confronto verbal com os líderes religiosos judaicos e neste ponto a inimizade destes para com Jesus estava prestes a chegar ao seu auge, estando para breve a conspiração que levaria à crucificação do Senhor.
 

A parábola

Jesus lhes falou novamente por parábolas, dizendo:
"O Reino dos céus é como um rei que preparou um banquete de casamento para seu filho.
Enviou seus servos aos que tinham sido convidados para o banquete, dizendo-lhes que viessem; mas eles não quiseram vir.
"De novo enviou outros servos e disse: ‘Digam aos que foram convidados que preparei meu banquete: meus bois e meus novilhos gordos foram abatidos, e tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento! ’
"Mas eles não lhes deram atenção e saíram, um para o seu campo, outro para os seus negócios.
Os restantes, agarrando os servos, maltrataram-nos e os mataram.
O rei ficou irado e, enviando o seu exército, destruiu aqueles assassinos e queimou a cidade deles.
"Então disse a seus servos: ‘O banquete de casamento está pronto, mas os meus convidados não eram dignos.
Vão às esquinas e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem’.
Então os servos saíram para as ruas e reuniram todas as pessoas que puderam encontrar, gente boa e gente má, e a sala do banquete de casamento ficou cheia de convidados.
"Mas quando o rei entrou para ver os convidados, notou ali um homem que não estava usando veste nupcial.
E lhe perguntou: ‘Amigo, como você entrou aqui sem veste nupcial? ’ O homem emudeceu.
"Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrem-lhe as mãos e os pés, e lancem-no para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes’.
"Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos".
Mateus 22:1-14
 
Esta é uma parábola que além de nos dar uma visão histórica do relacionamento da nação de Israel com o cristianismo, é também profética pois já descrevia o que iria acontecer brevemente com o povo judeu, e ainda deixa um aviso para o que seria a futura igreja cristã.
 

Intervenientes

É fácil identificar os intervenientes da história e os acontecimentos, vejamos:
Deus Pai é representado como o Rei que vai celebrar o casamento de seu amado filho que é obviamente o Senhor Jesus. Os servos do Rei são os profetas, apóstolos e evangelistas cristãos.
Os convidados iniciais representam o povo judeu, o povo que Deus escolheu para firmar uma aliança, mas que infelizmente nunca foi devidamente correspondida apesar da insistência Divina. Os outros convidados representam as nações estrangeiras.
 

O Casamento

O casamento é então uma representação da festa que seria a reconciliação de Deus com seu povo por intermédio de seu filho amado, o Messias Jesus.
 

A recusa dos convidados iniciais

Mas os convidados inicialmente eleitos (os judeus) não se mostraram receptivos aos convites, os seus interesses comerciais eram mais importantes e alguns deles (líderes religiosos e políticos do povo) até assassinaram os servos que os convidaram. Ora isso não agradou ao Rei que aplicou a justiça devida aos homicidas.

 Jerusalém foi destruída pelos romanos em 70 d.C.

 
Esta é uma representação fiel do que aconteceu na história com o povo judeu que pouco tempo depois de ter assassinado o Senhor Jesus, perseguiu e assassinou muitos convertidos à fé cristã. Assim, pouco tempo depois, a nação foi destruída e os judeus dispersos por todo o mundo, representando isto o julgamento de Deus sobre a sua recusa e rebeldia, tal como a parábola já alertava.
 

O Convite a todos os outros

Como os convidados não se mostraram dignos, o Rei decidiu enviar o convite a todos os que os servos encontrassem pelos caminhos. A graça de Deus tinha sido rejeitada com a atitude de desprezo dos judeus; agora o convite se estende aos estrangeiros, que eram considerados indignos de participarem de qualquer privilégio da teocracia de Israel. Mesmo considerados "pagãos", os estrangeiros reagiram positivamente ao grande apelo feito "a quem quer que seja" do evangelho.
O Convite da salvação para todos
Assim todos foram convidados, tanto maus como bons, ninguém ficou de fora, todos os que se dispusessem poderiam comparecer ao casamento.
Esta é a representação do evangelho ter sido levado a todas as nações e todos os humanos estarem convidados a ser salvos pelo Senhor Jesus. Tanto o pior quanto o melhor, somos todos bem-vindos se for através do sangue de Cristo. Desde que sejamos convidados do Rei, todos somos admitidos a usufruir de todos os grandes privilégios do reino de Deus.
 

A Festa de casamento e o traje nupcial

É chegado o grande momento: O Casamento! O Rei decide visitar a sala e dar as boas vindas aos convidados, mas existe uma exigência;
Os convidados que compareceram não entraram para a grande sala imediatamente. Foi-lhes dada a oportunidade de se vestirem das roupas apropriadas para a ocasião, providas pelo rei. Os que foram trazidos dos caminhos deviam ser pobres e estar vestindo roupas simples. Era costume, em algumas partes do Oriente, prover os convidados dos reis com algum tipo de roupa longa, para garantir, assim, que todos os presentes ficassem com aparência uniforme.
Mas na revista é detetado um dos convidados sem o traje devido e sem justificação para tal, tendo sido por essa razão expulso da festa, e é aqui que para nós cristãos a parábola se torna numa importante lição.
A Lição para a Igreja
Infelizmente são muitos os que se dizem cristãos mas não o são. Hoje é evidente que existem líderes, pastores e responsáveis por igrejas que só se movem nas mesmas por interesses pessoais, sejam eles: dinheiro, fama ou poder. Mas existem também muitos ditos "crentes" que vão às igrejas todas as semanas, mas saindo de lá para fora fazem tudo menos o que Jesus ensinou.
Este tipo de gente não é cristã, apenas se diz ser e ainda agrava o seu pecado, pois com essa atitude desonra o nome de Jesus.
Assim as vestes do casamento da parábola representam um espirito já limpo pela palavra de Jesus, ele representa uma conduta integra e sem hipocrisias. Pecadores somos todos, mas o verdadeiro cristão não encara o pecado levianamente.
Assim como o convidado que não vestiu o traje adequado, também muitos que hoje se dizem cristãos ficarão de fora do Reino de Deus, pois a Deus ninguém engana!
 

Muitos são chamados, mas poucos escolhidos

Então, assim como a parábola tinha um cariz profético sobre o que aconteceria aos judeus que rejeitaram o seu próprio Messias, também encerra uma profecia vindoura para todos os outros povos:
Hoje em dia todos são chamados para o Reino, mas para isso é preciso ter uma verdadeira fé em Jesus, e infelizmente isso é algo que hoje se vê pouco.
Vistamos as vestes da salvação e entremos no Reino de cabeça erguida pois fora dele só existe choro e ranger de dentes e podemos ter a certeza que assim como o Rei tratou Israel com a justiça devida, também tratará os réprobos impenitentes.
Não é só por se dizer que se vai ao casamento que se tem o direito de participar, é preciso ir vestido adquadamente!
 

Fontes:

PARÁBOLA DAS BODAS E DA VESTE NUPCIAL
http://amulhereapalavra.blogspot.pt/2014/06/parabola-das-bodas-e-da-veste-nupcial_8.html