Afinal, Jesus veio trazer à terra a paz ou a espada?

10/02/2015 17:44
                         
Muitos críticos da Bíblia gostam de analisar certas passagens sem a devida contextualização, dessa forma adulteram por completo o correto entendimento das escrituras.
A Bíblia é um livro que deve ser correctamente contextualizado e o leitor deve sempre ler a passagem em seu respectivo contexto, como exemplo simples imaginemos que eu escrevo uma matéria onde digo:
Por estar doente não comi, nem bebi. Passei o dia em casa e faltei às aulas.
Se alguém quiser usar apenas a segunda frase:
"Passei o dia em casa e faltei às aulas."
Poderá eventualmente alegar que o nunes3373 incentiva a que se falte às aulas, no entanto a verdade é que eu apenas faltei às aulas porque estava doente. O contexto, ou seja, o fato de estar doente, é que me levou a escrever essa frase.
Noutro contexto eu diria que um aluno deve evitar a todo o custo faltar às aulas.

 A correta contextualização é fundamental para interpretar a Bíblia

 
Eu sei que este exemplo parece pueril, mas infelizmente é necessário para que muitos entendam o que os críticos anti-Bíblia tentam fazer da mesma, eles descontextualizam certas passagens e retiram totalmente o sentido das mesmas, tudo para confundir e denegrir as escrituras.
Hoje analisaremos duas passagens que parecendo contraditórias se auto explicam de acordo com o contexto na qual estão inseridas, para isso analisaremos um bom texto sobre as mesmas.

Jesus veio trazer paz ou espada? 

 
Muita gente se confunde a respeito desse tema. Isso porque, na Bíblia, vemos que Jesus é chamado de Príncipe da Paz (Isaías 9.6). Vemos também Jesus dizendo 
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” 
(João 14.27). 
Ao mesmo tempo somos apresentados a uma fala muito forte de Jesus, onde Ele diz:
 “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” 
(Mateus 10.34). 
Seria possível Jesus ao mesmo tempo trazer paz e espada à terra? Uma não anula a outra? Estaríamos diante de uma contradição do próprio Jesus? 
É evidente que não! Como sempre, a boa e velha interpretação cuidadosa do texto, levando em consideração seu contexto e boas regras de interpretação, nos explica claramente essa questão.
(1) Sem sombra de dúvida a Bíblia aponta para Jesus como sendo o Príncipe da Paz. Ele é o Soberano portador da paz perfeita. Não a paz – falsa – segundo o mundo, mas a paz – verdadeira – segundo Deus (João 14.27). A paz de Jesus é distribuída sem medida no mundo quando Cristo é Senhor na vida das pessoas. Nesse sentido, fica claro que a paz verdadeira está ligada a Cristo, conforme nos diz João 16.33:
 “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”. 
Como Jesus esclarece, a paz está “Nele” e é alcançada plenamente através “Dele”.
(2) Apesar da paz de Cristo estar à disposição de todos, não são todos que a vivem e a acolhem. No mundo existem os rebeldes, aqueles que encaram a mensagem do Evangelho de Cristo como sendo loucura (1 Coríntios 1.18). O mundo está cheio de perversos, de pessoas que têm suas vidas baseadas no pecado, sem qualquer arrependimento. Nesse sentido vemos Jesus explicando que essas pessoas se levantarão em oposição àqueles que vivem a Sua paz. A “espada” mencionada em Mateus 10.34 é sinónima de divisão e conflito. O mundo insiste em hostilizar a mensagem de Cristo e rejeitá-Lo. Os servos de Deus, como embaixadores de Cristo que vivem nesse mundo, também são hostilizados e rejeitados por seguirem a Cristo. Assim, Jesus exemplifica que até dentro de suas casas, Seus servos poderão enfrentar hostilidade por causa de Seu nome: 
“Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa.”
 (Mateus 10.35-36). 
Esse é o sentido da “espada” mencionada nesse texto!
(3) Assim, não existe contradição no fato de Jesus trazer a paz e também trazer a “espada” em meio a esse mundo. É apenas a consequência provocada pelos rebeldes guiados pelo pecado, que resistem fortemente à paz de Jesus, pois a consideram loucura. Jesus, como o Grande Rei Soberano, deixa claro que seus súbditos devem amá-Lo sobre todas as coisas (Mateus 10.37-39) e que esse “amor”, às vezes, trará consequências duras como o desprezo e a hostilidade daqueles que não O amam. E isso poderá acontecer até mesmo dentro das relações mais estreitas como entre os círculos familiares (Mateus 10.35-36).
Fonte:www.esbocandoideias.com/2013/03/jesus-veio-trazer-a-terra-a-paz-ou-a-espada.html
 
Espero que todos tenham entendido e que sempre façam o trabalho de ler o contexto no qual certa passagem se insere para que se faça o seu correto entendimento.
Qualquer pessoa que acredite em Jesus sabe o quanto ele representa a Paz e o verdadeiro Amor, no entanto qualquer que pregue a sua verdadeira palavra também sabe o quanto ela traz divisão entre os homens, inclusive entre amigos e familiares.
Jesus nos avisou que neste mundo seriamos perseguidos e injustiçados, não nos devemos então admirar de tais coisas apesar de só querermos o melhor para as pessoas.
Neste mundo de rebeldes e pessoas duras de coração não tem como ser diferente, estas são as consequências de dizer a verdade!
Para terminar gostaria ainda de relembrar a seguinte passagem:
Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.
Mateus 26:52
Ora aqui fica bem claro que "a espada" violenta não é o caminho do cristão e que o contexto utilizado para espada em Mateus 10:35/36 é totalmente diferente, pelo que não nos devem restar nenhumas dúvidas sobre o assunto.
 
Um abraço!